O aumento do uso de veículos elétricos já é uma realidade nos condomínios residenciais e comerciais e tem provocado uma série de questionamentos por parte de síndicos, administradoras e moradores. Entre as principais dúvidas estão a possibilidade de carregar o veículo na própria vaga, a responsabilidade pelos custos de energia, a necessidade de adequações na infraestrutura elétrica e os limites legais para a instalação de carregadores individuais.
Mais do que uma questão de comodidade, o tema envolve segurança e responsabilidade técnica. Instalações improvisadas ou realizadas sem avaliação especializada podem gerar sobrecarga na rede elétrica, riscos de curto-circuito e até incêndios, colocando em risco o patrimônio e a integridade dos moradores. Por esse motivo, a adoção de veículos elétricos demanda planejamento, estudos técnicos e decisões coletivas bem fundamentadas.
Com a demanda crescente, os condomínios passam a enfrentar pedidos formais de instalação de carregadores, discussões em assembleia e a necessidade de criação ou atualização de normas internas. Cabe ao síndico conduzir esse processo com base em informações técnicas, orientação jurídica e diálogo transparente com os condôminos, reduzindo conflitos e prevenindo riscos.
Nesse contexto, a boa gestão condominial passa pela atuação integrada entre síndico, administradora e profissionais especializados. Quando o tema é tratado de forma estruturada, o condomínio consegue evoluir, incorporar novas tecnologias e atender às demandas dos moradores sem comprometer a segurança e a organização coletiva.

